Metodologia de inovação com foco em sustentabilidade

Uma gestão de seus resíduos baseada em economia circular

Nos últimos anos, a abordagem em relação ao tema sustentabilidade mudou de forma drástica, já que fazer menos mal ao planeta não é mais suficiente. Para que, de fato, seja possível vislumbrar um futuro viável para a humanidade, precisamos resgatar e recuperar o que foi perdido por muitos anos.

A nova sustentabilidade tem como objetivo RECUPERAR a sociedade, as economias e o planeta, incorporando os princípios da economia circular, na qual os recursos são reaproveitados e otimizados de forma consistente e efetiva. As corporações e suas marcas serão os protagonistas dessa mudança, tendo papel ativo em mobilizar a sociedade para:

  • REPENSAR os sistemas e processos existentes;
  • REAVALIAR a forma como fazemos negócios;
  • REIMAGINAR a produção;
  • RECONSIDERAR a forma que vivemos.

Como disse Ray C. Anderson, CEO da Interface Floor, em seu famoso discurso Uma maneira melhor: liderança empresarial para o bem maior(A better way: business leadership for the greater good):

A única instituição na Terra que é grande o suficiente, poderosa o suficiente, penetrante o suficiente, rica o suficiente e influente o suficiente para levar a espécie humana para fora dessa bagunça é a mesma que está fazendo o maior dano, a instituição da indústria e dos negócios – a minha instituição!

Neste novo contexto, as marcas estão sendo cada vez mais pressionadas a adotar princípios da economia circular em sua práticas e processos, principalmente relacionadas à gestão e descarte dos resíduos gerados por seus produtos. Entretanto, o modus operandi ainda não é claro, o que resulta em um cenário onde a maioria das empresas assumem metas agressivas sem ter uma estratégia para alcançá-las.

Diante desta realidade desafiadora, a CBA B+G, criou uma metodologia proprietária com objetivo de apoiar e impulsionar seus clientes em sua jornada de transformação para uma corporação mais circular no que tange a geração e gestão de seus resíduos.

A metodologia foi criada a partir de um entendimento de aspectos importantes para a efetividade na busca de soluções:

1. Colaboração – as soluções não serão geradas por um ou dois agentes do mercado, e sim pela colaboração e co-criação de agentes com diferentes perspectivas e conhecimentos;

2. Tecnologia – o uso de ferramentas digitais possibilita a escalabilidade das soluções;

3. Novos modelos de negócios – necessariamente, as soluções viáveis no longo prazo e que trarão resultados efetivos nascerão de novos modelos de negócios, alguns deles ainda não identificados.

Com isso em mente, a agência desenvolveu uma metodologia que envolve equipes multidisciplinares atuando de forma conjunta:

  • Da agência: estrategistas, criativos e makers;
  • Do cliente: marketing, inovação, pesquisa e desenvolvimento (P&D), logística, sustentabilidade, finanças;
  • Do mercado: clientes e consumidores;
  • Parceiro especialista: contamos com a expertise da Boomera, startup fundada em 2011 que tem seu foco direcionado à logística reversa e economia circular.

A metodologia

As equipes se reúnem em workshops imersivos com o objetivo de gerar soluções em três perspectivas essenciais:

1. Pessoas – criar iniciativas engajadoras para mobilizar e envolver os consumidores, parceiros, clientes e colaboradores;

2. Sistema – criar jornadas eficazes e escaláveis de logística reversa com o propósito de fechar o ciclo das embalagens, desde a compra do produto, passando pelo consumo, até chegar no pós-consumo;

3. Embalagens – explorar materiais e formas mais inteligentes para entregar embalagens com menor impacto ambiental (melhor reciclabilidade, menor emissão de carbono, otimização do uso de materiais, retornabilidade etc).

O processo de trabalho

O processo de trabalho se dá em quatro etapas subsequentes e colaborativas:

1. Diagnóstico da realidade do cliente em relação à geração de resíduos, identificando as frentes prioritárias a serem trabalhadas;

2. Dois dias de workshop de co-criação, em que são desenhadas as jornadas de logística reversa com o objetivo de fechar o ciclo das embalagens;

3. Análise de campo, na qual as ideias são avaliadas diante da realidade do consumidor, dos parceiros e da própria empresa, identificando pontos fortes e pontos de atenção a serem retrabalhados;

4. Dois dias de workshop de prototipagem, em que as ideias são tangibilizadas em protótipos de baixa e média fidelidade – físicos e digitais –, testadas com clientes/consumidores para que, ao final, sejam apresentadas em formato de um “Shark Tank Pitch” para a liderança da empresa;

A partir da prototipagem, as soluções são pilotadas pela empresa com a finalidade de gerar um backlog de aprendizados que se torna possível somente na prática. Com base nas melhorias incorporadas, as soluções são transformadas em projetos reais que endereçam soluções claras envolvendo o consumo dentro e fora do lar, do plástico ao vidro, do reciclável ao retornável.

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