{"id":12718,"date":"2021-11-23T15:12:32","date_gmt":"2021-11-23T18:12:32","guid":{"rendered":"https:\/\/cba-design.com\/latam\/?p=12718"},"modified":"2021-11-23T15:12:32","modified_gmt":"2021-11-23T18:12:32","slug":"insights-circularidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cba-design.com\/latam\/insights-circularidade\/","title":{"rendered":"Design + circularidade: tudo a ver"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"12718\" class=\"elementor elementor-12718\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-cd0e96e elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"cd0e96e\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-93a38fb\" data-id=\"93a38fb\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b3a9832 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"b3a9832\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Interagir e transformar s\u00e3o os verbos que norteiam o Caf\u00e9+, a iniciativa interna da CBA B+G que \u00e9 um espa\u00e7o para pensar sustentabilidade, diversidade, inclus\u00e3o e muitos outros temas urgentes. No \u00faltimo m\u00eas, aconteceu o <b>Caf\u00e9+ Circularidade<\/b>, em que o convidado foi&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/fabio-sant-ana-a466a626\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fabio Sant\u2019Ana<\/a>, especialista em Desenvolvimento de Mercado de Embalagens para Economia Circular e Bens de Consumo da Braskem.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Compilamos algumas passagens do bate-papo, que durou quase duas horas e contou com a participa\u00e7\u00e3o de uma sala lotada de pessoas com indaga\u00e7\u00f5es e interesse no que o designer e empreendedor tinha para compartilhar.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>Como o design deve repensar o pl\u00e1stico na embalagem?<\/b><\/p>\n<p>Como sabemos, este \u00e9 um tema urgente, e o mercado tem mudado muito no que diz respeito ao briefing para a produ\u00e7\u00e3o de embalagens. Antes, o desenvolvimento era pautado em custo, desempenho e comunica\u00e7\u00e3o; hoje o cen\u00e1rio mudou: esses fatores continuam importantes, claro, mas outros drivers, como sustentabilidade e conveni\u00eancia, foram inclu\u00eddos.&nbsp;<\/p>\n<p>Os constantes movimentos do consumidor exigindo o compromisso das empresas com a sustentabilidade tornou o ambiente mais complexo. Neste contexto, que requer um olhar ampliado, o modelo de economia circular ganha for\u00e7a, e nele o design desempenha um papel muito importante.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>Nos conte um pouco mais sobre a economia circular.&nbsp;<\/b><\/p>\n<p><span>A economia circular \u00e9 um modelo de neg\u00f3cio que traz um olhar sobre sustentabilidade que \u00e9 intr\u00ednseco ao processo de industrializa\u00e7\u00e3o e monetiza\u00e7\u00e3o, diferentemente do modelo de economia linear. Nesse \u00faltimo, o auge \u00e9 quando o consumidor compra o produto, e a ideia \u00e9 faz\u00ea-lo comprar novamente. Acontece que, nesse modelo, a extra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima \u00e9 constante e em alto volume, enquanto o valor do produto diminui drasticamente ap\u00f3s o uso, pois ap\u00f3s o uso n\u00e3o \u00e9 considerada nenhuma alternativa que n\u00e3o o descarte de baixo valor.<\/span><\/p>\n<p>No modelo de economia circular, temos a valoriza\u00e7\u00e3o do reuso e solu\u00e7\u00f5es alternativas para o p\u00f3s-consumo, tais como manuten\u00e7\u00e3o, remanufatura e reciclagem. Se focarmos apenas no modelo de reuso, o qual prop\u00f5e a utiliza\u00e7\u00e3o dos produtos por mais tempo, vemos que acabam surgindo diferentes oportunidades de novos modelos de neg\u00f3cios associados a ele. E isso requer um pensamento voltado ao design.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>Como assim? Como a economia circular estimula novos modelos de neg\u00f3cio? Ela \u00e9 inovadora em que sentido?<\/b><\/p>\n<p>No sentido em que o foco se desloca do produto em si apenas, voltando-se para servi\u00e7os. Por exemplo: existem marcas de m\u00f3veis que, familiarizadas com as pr\u00e1ticas da economia circular, tem desenvolvido um novo servi\u00e7o: a recompra de m\u00f3veis usados (buy back service) &#8211; e fazendo isso com uma narrativa interessante e envolvente, propondo que m\u00f3veis velhos ganhem uma nova vida. Outro exemplo: h\u00e1 n\u00e3o muito tempo, a m\u00e1xima de uma empresa de computadores era afirmar ser capaz de montar seus computadores em dois minutos. Hoje, seu KPI certamente est\u00e1 se movendo para a oferta de um produto que tamb\u00e9m possa ser DESmontado em dois minutos&#8230; \u00c9 a aplica\u00e7\u00e3o do conceito reuse, recicle, reduza, e isso impacta diretamente no tipo de produto que n\u00f3s, designers, temos de propor e desenhar.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>Na sua opini\u00e3o, o que se deve fazer para ampliar a vis\u00e3o sobre \u2018produto como servi\u00e7o\u2019 e engajar as empresas nesta quest\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 um caminho complexo. Dentro da Braskem, vemos assim: existe uma equipe dedicada \u00e0 venda de resinas e esta t\u00eam um foco de curto prazo. Enquanto isso, a \u00e1rea de desenvolvimento de mercado pensa num escopo de m\u00e9dio e longo prazo, prevendo e planejando cinco anos \u00e0 frente, de modo que haja mercado futuro para os gerentes atuarem. Ent\u00e3o \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o, uma transi\u00e7\u00e3o longa, cont\u00ednua e extremamente necess\u00e1ria. \u00c9 um exerc\u00edcio de olhar para outras dire\u00e7\u00f5es e mudar a forma de se relacionar com os produtos. Precisamos encarar o tema da escassez, e nesse sentido, a economia circular, como modelo h\u00edbrido, se apresenta como um caminho vi\u00e1vel:&nbsp; \u00e9 mais sustent\u00e1vel tanto economicamente &#8211; na busca por solu\u00e7\u00f5es e modelos que substituem o uso pelo reuso, a produ\u00e7\u00e3o de bens pela oferta de servi\u00e7os &#8211; como tamb\u00e9m ambientalmente, propondo maior equil\u00edbrio dos ecossistemas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>\u00c9 um tema controverso, ainda mais numa petroqu\u00edmica. Pensando do nosso ponto de vista, como um escrit\u00f3rio de design, qual deve ser a abordagem com os clientes? Onde focar primeiro: nos recursos materiais, na log\u00edstica, no p\u00f3s-consumo?<\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o existe uma receita pronta, depende do mercado em que cada empresa atua. No setor de alimentos, por exemplo, a aten\u00e7\u00e3o dada \u00e0 embalagem tem um olhar espec\u00edfico, pois funciona quase como um conceito estendido da sa\u00fade e nutri\u00e7\u00e3o que ela envolve. No setor de produtos de higiene, por outro lado, a quest\u00e3o do consumo de \u00e1gua \u00e9 crucial, ent\u00e3o a abordagem pode ser a sustentabilidade no processo industrial.<\/p>\n<p>Mas toda a ind\u00fastria, em maior ou menor medida, est\u00e1 lan\u00e7ando seus compromissos com a sustentabilidade, que est\u00e3o baseados em quatro pilares: otimiza\u00e7\u00e3o de material; produ\u00e7\u00e3o de embalagens 100% recicl\u00e1veis, reutiliz\u00e1veis ou compost\u00e1veis; uso de reciclado e uso de renov\u00e1vel. A partir disso, \u00e9 preciso olhar pra necessidade do cliente e entender: onde ele est\u00e1 inserido? Qual o tipo de neg\u00f3cio dele? Qual a jornada do seu consumidor? E como integrar com a jornada da embalagem tornando-a mais circular e sustent\u00e1vel? Enquanto ind\u00fastrias pensam em efici\u00eancia, o setor FMCG valoriza tamb\u00e9m outros atributos, como experi\u00eancia de consumo. O poder da marca fala de forma diferente dependendo dos universos. Tudo isso traz propostas de valor diferentes para o cliente.<\/p>\n<p><b>De fato, h\u00e1 uma grande oportunidade para se trabalhar a jornada do consumidor. Como desenhar um produto pensando nessa jornada?&nbsp;<\/b><\/p>\n<p>Influenciar a jornada \u00e9 um caminho que pode ser o inicial, mas o pensamento circular \u00e9 muito maior. \u00c9 uma responsabilidade das empresas e dos consumidores. Veja, o mundo funciona numa forma linear, esse \u00e9 o desafio. Todo mundo tem que ceder e colaborar a partir do seu lugar; \u00e9 mais que embalagem sustent\u00e1vel, \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel. O ciclo inteiro &#8211; a oferta, o uso, o reuso &#8211; requer uma transi\u00e7\u00e3o para novos modelos de pensamento e de consumo. Estamos todos em busca de solu\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o se trata apenas de quem \u201cpaga\u201d pelas mudan\u00e7as.<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interagir e transformar s\u00e3o os verbos que norteiam o Caf\u00e9+, a iniciativa interna da CBA B+G que \u00e9 um espa\u00e7o para pensar sustentabilidade, diversidade, inclus\u00e3o e muitos outros temas urgentes. 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